
Fuçando nas redes Sociais do Jamaica Brasileira vi uma coisa que me deixou indignado!
Como uma revista de grande nome como a VEJA (não que eu seja fã da revista, mas que ela é grande ninguém discorda) deixa um imbecil para não chamar de outra coisa comentar shows de artistas ou falar sobre algum gênero musical.
A matéria foi publicada em 2006, mas mesmo assim eu tive que dar a minha opinião sobre isso!
Link da matéria – http://veja.abril.com.br/020806/p_124.html
O começo da matéria é talvez o pior trecho, se é que pode se chamar uma opinião própria de matéria já que ele não pesquisou nada sobre o reggae para escrever, ele já começa assim . “Não é de hoje que o Brasil produz o pior reggae do mundo”, isso é uma falta de respeito com bandas que fazem o reggae autêntico, na época que escreveu essa matéria (2006), já existia um movimento forte e crescente no Brasil e principalmente em São Paulo.
Vou comentar cada trecho da matéria que ele escreveu!
1° – Não é de hoje que o Brasil produz o pior reggae do mundo. Desde 1979, quando Gilberto Gil cantou sua versão da música No Woman, No Cry, de Bob Marley, o país consegue retirar do gênero até os méritos que ele tem (e não são muitos).
Em 2006 já existia bandas que fazem um reggae autêntico e estão até hoje na estrada!
Podemos citar a Jah I Ras, Red Meditation, Ponto de Equilibrio, Leões de Israel, Reggae Style só para citar algumas, mas quem não corre atrás e fica só ouvindo música que toca na rádio com certeza não iria conhecer mesmo já que a radio e a televisão não dá espaço para músicas de protesto!
Falar que o reggae não tem muitos méritos ai não preciso nem comentar né?
2° – Nascido na Jamaica, no fim dos anos 60, o reggae se tornou influente no mundo inteiro – e deixou sua marca na discografia de artistas tão diversos quanto Bob Dylan ou The Clash – graças ao peso de sua seção rítmica, ou seja, ao diálogo entre uma bateria de batida seca e um baixo de pulsação lenta e grave. Pois é justamente esse peso que está ausente das gravações dos brasileiros, que o trocam por uma guitarra ou um violãozinho frouxo.
Essa é a maior mentira contada nos últimos tempos! Se você só escuta Edu Ribeiro e Armandinho você não pode dar opinião sobre outras bandas ou artistas.
Já citei algumas bandas e é só escutar essas bandas que a gente percebe que o que essa pessoa escreveu é a mais pura mentira!
3° Mesmo sem espinha dorsal, no entanto, esse reggae versão nacional faz sucesso. Basta ligar o rádio para comprovar. Segundo a Crowley Broadcast Analysis do Brasil, empresa que mede a audiência das emissoras de rádio, as duas canções mais tocadas no país atualmente são reggaes: Desenho de Deus, do gaúcho Armandinho, e Me Namora, do paulista Edu Ribeiro. Graças ao sucesso radiofônico, o primeiro vem fazendo doze apresentações mensais e já vendeu 70.000 cópias de seu disco Ao Vivo. Edu Ribeiro, enquanto isso, estuda propostas de duas grandes gravadoras. Seu CD de estréia, Roots Reggae Classics Vol. 1 e Outras Canções, foi lançado por um selo independente e já vendeu 40.000 unidades.
Ó que novidade! É claro que esses “reggaes” são os que mais tocam e vende, só toca na rádio geralmente o que é moda!
Infelizmente eu talvez nunca vou ouvir um reggae de qualidade na rádio! Um reggae autêntico! Até tocam de vez em quando, mas eles preferem a moda preferem o que dá dinheiro no momento, e o que dá dinheiro no Brasil infelizmente é “Ai se eu te pego” isso não é música e sim lixo!
Mas enquanto o povo fechar olhos e achar que tudo é carnaval, essas “músicas” vão dominar!
4° Armandinho e Edu Ribeiro fazem “reggae de cachoeira”. São músicas que só têm o mais detestável do reggae: as letras sem pé nem cabeça sobre amor e natureza, as referências ao deus Jah e a idéia de que a maconha é uma erva sagrada. Armandinho iniciou a carreira nos botecos de Porto Alegre e gravou dois discos até ser contratado pela gravadora Universal. Ao Vivo reúne o supra-sumo de sua arte. Em Desenho de Deus ele diz: “Quando Deus te desenhou / Ele tava namorando / Na beira do mar do amor…”. Mas nada se compara a Folha de Bananeira, que introduz uma nova rima no português: “A folha é boa, é erva fina / Fumo na boa só para pegar as menina”. Ribeiro é mais autêntico, a começar pelos dreadlocks – aquelas tranças ensebadas. Nascido na periferia de São Paulo, ele começou a carreira no movimento hip hop, mas logo trocou o rap pelo reggae. “Sou do gueto, mas gosto de falar de amor”, diz. Me Namora, seu sucesso, foi composto para uma menina que o esnobou. Ao tocar recentemente no Domingão do Faustão, o apresentador apontou Ribeiro e disse: “Olha o que ela perdeu…”. Não, Faustão. Pelo conteúdo de Roots Reggae Classics, ela não tem do que se arrepender.
Primeiramente falar que o Edu Ribeiro é mais autêntico, a começar pelos dreadlocks – aquelas tranças ensebadas, é inadmissível! – Os Dreads são cultivados geralmente por Rastas, a outros que cultivam por achar o estilo legal, claro que no reggae você vai ver mais pessoas com Dreads, mas não pode se falar que o cantor é mais autêntico por que se cultiva os Dreads!
A opinião sobre as músicas desses dois artistas em específico vai de cada um, eu não curto mas ai vai de cada um.
Minha indignação com uma pessoa que escreve uma matéria dessas é pelo fato de a fonte de pesquisa ser somente rádio e televisão, e nem sempre esses dois meios de comunicação são fontes para alguma coisa, todo artista consagrado começa de baixo, e é lá em baixo que você tem que buscar informações para saber de um artista ou um gênero musical.
O reggae no Brasil é um movimento forte que corre por fora dos holofotes por isso muito cuidado para escrever uma matéria!
Hoje além de temos bandas de grande qualidade, outras vertentes do reggae dominam a noite paulistana, SKA, Rocksteady, Dancehall, sem falar nos Sound System que estão surgindo cada vez mais, e com muita qualidade e autenticidade, dignos até de muitos elogios de grandes artistas Jamaicanos!
Aqui vai um link em que Sergio Martins fala sobre o 1° dia do Evento SWU dia em que Damian Marley cantou, tire suas conclusões!
http://veja.abril.com.br/multimidia/video/primeiro-dia-do-swu
Fernando Lima
Equipe Jamaica Brasileira.